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Prefeitura da Cidade de São Paulo


Projetos

Revitalização de Calçadas

Passeio Livre cria e renova calçadas

A Prefeitura de São Paulo lançou em 2005 o Programa Passeio Livre -- um novo conceito de passeio público, com padronização de calçadas, organização e localização do mobiliário urbano e melhoraria da drenagem, fator essencial numa cidade com tantos problemas relacionados a enchentes. O objetivo é garantir a livre circulação de pedestres, incluindo pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Para isso, foi assinado um decreto (nº 45.904/05) que estabelece um novo padrão arquitetônico para reforma ou construção das calçadas da cidade. Em linhas gerais, o decreto define normas para garantir a acessibilidade e os materiais que podem ser utilizados.

A partir de novembro de 2005 as subprefeituras iniciaram a recuperação das calçadas de estabelecimentos municipais, adotando o desenho padrão da Prefeitura. Até o final daquele ano foram reconstruídos mais de 100 mil m² de calçadas, em 187 estabelecimentos municipais. A expectativa é que até dezembro de 2006 outros 100 mil m2 em vias estruturais estejam concluídos. Desses, 16 mil m2 referem-se à Rua Augusta - esta histórica via paulistana está sendo reformada de ponta a ponta e irá retomar um pouco da beleza perdida durante os últimos anos. Além disso, serão recuperados outros 50 mil m2 de estabelecimentos municipais.

A responsabilidade pela conservação ou reforma das calçadas é do proprietário do imóvel, seja ele comercial ou residencial. Porém, antes de realizar qualquer intervenção, a pessoa deve procurar a subprefeitura da região para receber instruções sobre a padronização que deve ser seguida.

Qualquer instituição, empresa ou cidadão comum pode adotar uma calçada para construção, reforma ou conservação do passeio público. As empresas inclusive poderão divulgar mensagem de cooperação (ou seu nome) na calçada adotada, por meio de placa fixada no próprio piso.

Avenida Paulista

A Avenida Paulista, que também terá seu piso inteiramente refeito em breve, adotará o modelo aprovado pela Prefeitura no projeto-piloto executado pela Companhia Energética de São Paulo (CESP) na reforma que a empresa está realizando em sua sede, na avenida Paulista, e que seguiu as orientações da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. O piso é de concreto moldado "in loco", composto por blocos, ligados por juntas, facilitando a manutenção subterrânea.

Ao custo de R$ 100 o m2 (bem mais barato que o mosaico português), o modelo tem pouca porosidade, embora não seja liso, o que facilita muito o tráfego de todas as pessoas, incluindo aquelas com dificuldade de mobilidade ou em cadeiras de rodas. Um dos pontos mais importantes é o chamado "piso tátil", uma faixa preta, composta por placas pré-moldadas, sobre a qual existem pequenos concretos retangulares em linha, pouco acima do nível da calçada, que servem como guia para pessoas com dificuldade visual.

Projeto ecológico

A calçada da Praça Esther Mesquita, na região da Subprefeitura da Sé, foi reformada com a utilização de uma nova tecnologia de placas pré-moldadas estampadas e removíveis, que podem ser retiradas em caso de intervenções no subsolo. Assim, a faixa de serviço é acessível para manutenção da infra-estrutura urbana. Já o concreto utilizado é composto com resíduos de pneu reciclado, ao invés de brita.