Zeladoria Urbana
A Zeladoria Urbana começou em março deste ano (2006) e já é um sucesso. Projeto idealizado pela Subprefeitura da Sé, a Zeladoria é executada por estudantes de Arquitetura que procuram estar presentes em todas as regiões para diagnosticar a situação do Centro de São Paulo. Pelo projeto, os distritos da Sé e da República foram divididos em 12 microrregiões, cada uma a cargo de um estudante já conhecido como agente da mudança, porque é ele que leva as demandas à Subprefeitura para as providências necessárias e acompanha o seu desenvolvimento. A avenida Paulista ocupa uma zeladoria inteira - a 13ª região.
Os agentes visitam cotidianamente suas regiões e registram a situação da limpeza, bueiros, bocas-de-lobo, calçadas, luz, áreas verdes, mobiliário urbano, poluição sonora e visual, promoção social, segurança, ocupações irregulares, vigilância sanitária, pragas urbanas, sinalização, tráfego, comércio ambulante, banheiros públicos. Os relatórios são elaborados diariamente e encaminhados para as áreas responsáveis. Desde a implantação, o programa já diagnosticou e encaminhou a solução de mais de 2 mil demandas, a maioria já resolvida. Até porque nas suas visitas diárias os estudantes checam os problemas já apontados - se foram corrigidos ou não.
"Com a zeladoria urbana, há maior agilidade para resolver os pequenos problemas e a região conta com manutenção permanente", explica o subprefeito da Sé e secretário da Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo. "O Centro ganha novos olhares destes jovens, muitos vindo de fora, que podem trazer idéias inovadoras de como melhorar a cidade", afirma Matarazzo.
No Centro de São Paulo existem 400 mil moradores, mas o volume que circula pela região é cinco vezes maior: diariamente, mais de dois milhões de pessoas passam pelos chamados Centro Velho e Centro Novo. "Por isso o trabalho de manutenção e zeladoria das ruas merece atenção especial da Subprefeitura", conclui Andrea Matarazzo.


